quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

 

  ATA 1ª. 58  DE REUNIÃO  ORDINÁRIA DO CONSELHO CONSULTIVO

MONUMENTO NATURAL ESTADUAL DA PEDRA DO BAÚ – MONAPB

 BIÊNIO 2025-2027

 

 

Governo do Estado de São Paulo

Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo DLN/GVPM/Mona Estadual da Pedra Do Bau

 

 

ATA DE REUNIÃO

 

 

Nº do Processo: 262.00001195/2025-17

Interessado: DLN/Gerencia Vale Do Paraiba e Mantiqueira, DLN/GVPM/Mona

Estadual da Pedra Do Bau, Diretoria Litoral Norte-DLN

 

Assunto: Atas de Reunião Monumento Natural Estadual Pedra do Baú

 

 

CONSELHO CONSULTIVO MONUMENTO NATURAL ESTADUAL DA PEDRA DO BAÚ (MNEPB)

ATA 1ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO BIÊNIO 2025-2027

 

Data: 18 de dezembro de 2024

Local: Receptivo Turístico do Bauzinho

Horário: 9h30 às 12h00

 

CONSELHEIROS PRESENTES:

PODER PÚBLICO

Fundação Florestal - Lucas José de Araújo Oliveira

Polícia Militar Ambiental - AUSENTE

Instituto de Pesquisas Ambientais - Marco Aurélio Nalon

Coordenadoria de Fauna - AUSENTE

Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí - Lucas Nilo

 

SOCIEDADE CIVIL

ONGs Ambientalistas - AUSENTE

Setor Privado - Alberto Vazquez e Antônio Calvo

Cooperativas, sindicatos, trabalhadores e entidades de classe - Eliseu

Rodrigues Frechou

Cooperativas, associações e profissionais ligados ao Ecoturismo -

AUSENTE

Ensino e Pesquisa - Murílo Costa Santiago

Proprietários de imóveis - Ítalo César Puntoni Memolo

 

COLABORADORES PRESENTES:

Emanuele Rosa (Monitora BK) e Inná Saldanha (Monitora BK)

ABERTURA

Na quarta-feira, 18 de dezembro de 2024, às 9h30, no Receptivo Turístico

do Bauzinho, teve início à primeira reunião ordinária do Conselho

Consultivo do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, biênio

2025-2027. O presidente, Lucas Oliveira (Fundação Florestal), deu as

boas-vindas aos participantes, apresentou a pauta da reunião e iniciou

os trabalhos.

PAUTAS:

1.    Prestação de contas – Prefeitura de São Bento do Sapucaí;

2.    Posse dos Conselheiros;

3.    Relatório Anual de Gestão – Fundação Florestal;

4.    Andamento dos Trabalhos do GT Regulamento Específico;

5.    Andamento do Convênio;

6.    Planos e Agenda de Gestão para 2025.

PRESTAÇÃO DE CONTAS

O diretor do MONA, Lucas Nilo, solicitou que a reunião fosse iniciada

com a prestação de contas da Prefeitura, uma vez que não poderia

permanecer até o final. Durante sua apresentação, ele compartilhou o

relatório financeiro referente ao período de 02/04/2025 a 18/12/2025. De

acordo com o relatório, o saldo atual do MONA é de R$ 431.000,00.

 

Principais despesas e custos

● Custos fixos: Os custos com internet e folha de pagamento podem sofrer

pequenas variações. No entanto, o item com maior variação é o custo com

combustível.

● Controle de acesso dos bombeiros: O valor gasto com o contrato

emergencial de bombeiros, que inclui o controle de acesso em pontos como

o estacionamento Chico Bento, o Restaurante Pedra do Baú e a base da

Ferrata, foi de R$ 33.880,00.

● Reformas: A Prefeitura realizou reformas na cabana dos funcionários,

incluindo a troca do telhado e a substituição da parte elétrica, que foi

feita de forma gradual.

● Compra de eletrodomésticos: Eletrodomésticos foram adquiridos para os

funcionários da Prefeitura, mas os valores referentes aos equipamentos

substituídos não foram informados.

 

Lucas Nilo informou ao conselho que fez a compra de manilhas com

recursos do MONA para a manutenção da estrada. No entanto, alguns

conselheiros levantaram questionamentos sobre essa solicitação,

argumentando que a estrada é de responsabilidade municipal e, portanto,

deveria ser custeada pela prefeitura. Em resposta, Lucas disse que a

prefeitura justificou que enfrenta dificuldades para a compra de

material e, segundo Lucas Nilo, a manutenção da estrada não se resume

apenas ao uso de máquinas, sendo também necessária a compra de materiais

para agilizar o processo. Ele concorda que a manutenção da estrada é de

responsabilidade da prefeitura.

Atualmente, o MONA conta com uma equipe de 10 funcionários, além de

custos relacionados aos uniformes e à frota, que inclui os veículos

Deuster e Fox (ambos em manutenção) e o Fiat Strada. Durante a reunião,

também foi discutida a possibilidade de a prefeitura terceirizar a frota

como uma medida para reduzir os custos com manutenção.

Lucas Nilo afirmou que o MONA atualmente não se paga, o que gerou

questionamentos dos conselheiros, já que o MONA sempre foi

autossuficiente no passado. Foi observado que a arrecadação da taxa de

preservação ambiental ocorre apenas na entrada principal do MONA, e não

no estacionamento Chico Bento ou no restaurante Pedra do Baú. Os

conselheiros solicitaram uma contabilidade mais clara e detalhada.

Lucas Nilo não permaneceu até o final da reunião, pois tinha um

compromisso de confraternização da prefeitura. É importante ressaltar

que ele ainda não entregou o PPT apresentado ao Conselho.

POSSE DOS CONSELHEIROS

Antes de Lucas Nilo iniciar a prestação de contas, os conselheiros e

colaboradores discutiram a importância de incluir um representante da

Secretaria de Turismo no conselho, já que, em tempos anteriores, o

conselho contava com essa representação. Antônio Calvo propôs que a

prefeitura convidasse a Secretaria de Turismo para ocupar uma das

cadeiras do conselho. Vale ressaltar que a gestão do MONA Pedra do Baú

começou na Secretaria de Turismo e, posteriormente, foi transferida para

a Secretaria de Meio Ambiente. Caso o MONA continue vinculado à

Secretaria de Meio Ambiente, a sugestão de Calvo é convidar alguém da

Secretaria de Turismo para compor o conselho. Essa questão já é uma

pauta antiga entre os conselheiros.

Foi solicitado por Lucas Oliveira que a posse dos conselheiros seja

adiada para a próxima reunião, pois ainda não houve indicação de nome

para a cadeira destinada à CETESB. Ele também apresentou as cadeiras que

já possuem representantes, sendo elas:

PODER PÚBLICO:

    Fundação Florestal: Lucas José de Araújo Oliveira (titular) e

Cláudia Camila Faria de Oliveira (suplente);

    Polícia Ambiental: 1º Tenente PM Michael Barbosa D'Angelo Meirelles

(titular) e 1º Sgt PM Juliano Domingos Leal (suplente);

    Coordenadoria de Fauna: Vitor Suzuki de Carvalho (titular) e Cauê

Monticelli (suplente);

    Instituto de Pesquisas Ambientais: Silvio Takashi Hiruma (titular)

e Marco Nalon (suplente);

    Prefeitura de São Bento do Sapucaí: Bruno Felipe Gonçalves

(titular) e Lucas Nilo (suplente);

    CETESB: [a definir].

SOCIEDADE CIVIL:

    ONG Ambientalista: Breno Carvalho (titular) e Eduardo Bracher

(suplente);

    Setor Privado: Alberto Vazquez (titular) e Antônio Calvo

(suplente);

    Cooperativas e Sindicatos: Eliseu Rodrigues Frechou (titular) e

Sergio Roberto Robles Vertiola (suplente);

   Cooperativas, Associações e Profissionais Ligados ao Ecoturismo:

Juliana de Oliveira (titular) e Thais Moreira (suplente);

    Ensino e Pesquisa: Murilo Costa Santiago (titular) e Reinaldo

Macari (suplente);

    Proprietários de Imóveis: Ítalo César Puntoni Memolo (titular) e

Bruno Toldi (suplente).

Lucas José sugeriu que, caso não haja uma indicação da CETESB, outras

entidades do Poder Público poderiam ser convidadas para preencher a

vaga, como vereadores, a Secretaria de Turismo ou até mesmo uma cadeira

para a CFB ou ICM-Bio. No entanto, apesar da tentativa de convocar a

CETESB, o presidente do conselho não obteve resposta.

O conselheiro Marco Nalon destacou a importância de manter a cadeira

destinada à CETESB, já que o licenciamento ambiental passa por esse

órgão.

Em relação aos guias autônomos, o conselho reconhece que, embora não

possuam uma representatividade formal, sua participação seria relevante.

Contudo, eles não têm uma entidade com CNPJ para integrar o conselho.

Dessa forma, o conselho reafirma a importância de, caso a CETESB não

apresente um nome, outra entidade que colabore com a gestão preencha a

vaga.

O Gestor da Unidade de Conservação, Lucas José, e Camila, gerente

regional da Fundação Florestal, conversaram com o prefeito eleito de São

Bento do Sapucaí sobre a possibilidade de retomar as discussões sobre os

horizontes do MONA e pendências relacionadas. Foram mencionados muitos

aspectos positivos, incluindo a ideia de envolver mais a Secretaria de

Turismo no MONA. Além disso, Lucas José destacou a importância de criar

um grupo heterogêneo para compor a prestação de contas do MONA.

RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO – FUNDAÇÃO FLORESTAL

Lucas Oliveira apresentou um relatório anual com dados de visitação,

ocorrências médicas, São Paulo Sem Fogo e ações de fiscalização

realizadas ao longo de 2024, destacando:

- Visitação (jun/23 a set/24)

Foi apresentado um gráfico com o total de visitantes (pagantes e

isentos) durante o período de junho de 2023 a setembro de 2024. Os dados

sobre visitantes são fornecidos pela prefeitura. Vale destacar que,

durante o mês de setembro, o MONA esteve fechado devido à Operação São

Paulo Sem Fogo. Além disso, em média, 10% dos visitantes não são

contabilizados no gráfico, pois acessam sem agendamento.

-  Ocorrências Médicas (dez/23 a dez/24)

Foram registradas 5 ocorrências de resgates realizados em conjunto com o

Corpo de Bombeiros, incluindo um óbito de um escalador. Ademais,

houveram 16 incidentes de atenção reportados pelos operadores e guias

autônomos. O gestor Lucas José propôs a criação de um mapa de calor para

espacializar esses dados e identificar os pontos críticos.

- Operação São Paulo Sem Fogo (SPSF)

Durante o período de estiagem, foram adotadas medidas preventivas e de

combate a incêndios florestais. Foram registrados quatro incêndios,

sendo três deles na zona de amortecimento ao redor do MONA e um dentro

da área da Unidade de Conservação. A investigação da Polícia Militar

Ambiental e da Fundação Florestal apontou que a maioria desses incêndios

foi de origem criminosa.

- Fiscalização Territorial

Foram realizadas oito operações integradas com a Polícia Militar

Ambiental para fiscalização e monitoramento da área. Durante essas

operações, foram encaminhadas dez constatações de infração ambiental,

sendo uma relacionada à movimentação de terra no Coímbra. Cuja, há a

necessidade de melhoria da comunicação entre município e Fundação

Florestal em especial quanto ao atendimento da Res. Conama 426, artigo

5.  Afim de não acarretar multas para o município.

- Discussões sobre o Fechamento da UC

Os conselheiros e Lucas José discutiram a efetividade do fechamento da

Unidade de Conservação (UC) de um dia para o outro. Foi enfatizada a

importância de se ter um Plano Emergencial para situações em que o

fechamento da UC seja necessário, de modo a não prejudicar os guias

autônomos. Um dos principais fatores para o fechamento contempla a

necessidade de desonerar a equipe de gestão de uso público durante os

combates a incêndios e alinhar um plano de contingência eficaz.

ANDAMENTO DOS TRABALHOS DO GT REGULAMENTO ESPECÍFICO

Foram relatadas as reuniões realizadas pelo grupo de trabalho, cinco no

total, destacando a paralisação em setembro devido à Operação São Paulo

Sem Fogo e a retomada das atividades em outubro, com a participação dos

operadores para esclarecer alguns pontos e buscar melhorias. Estes

entregaram um documento formal elaborado junto a um advogado, o que

resultou, mais uma vez, na paralisação do GT, para que o documento

pudesse ser analisado pela Fundação Florestal e Município.

Linha do Tempo das Ações Realizadas:

1ª Reunião - 10/07/24: Definição do Plano de Trabalho do GT.

2ª Reunião - 14/08/24: Avaliação do texto do regulamento.

3ª Reunião - 21/08/24: Avaliação e propostas de alteração.

Setembro: Fechamento da UC e paralisação dos trabalhos administrativos

devido à operação SP SF (02/09/24 a 15/10/24).

4ª Reunião - 23/10/24: Reunião online, com a retomada dos trabalhos do

GT e estabelecimento de novo calendário. Posicionamento sobre as

contrapartidas dos monitores.

5ª Reunião - 30/10/24: Acolhimento das solicitações feitas pelos

monitores e recebimento de documentação formal, representada por

advogado, referente às contrapartidas. Paralisação do trabalho do GT.

Devido à natureza jurídica, o documento será analisado e respondido pela

assessoria jurídica e diretoria executiva da Fundação Florestal.

Desenvolvimento e Questões Pendentes:

Vários combinados, relacionados a implementação foram feitos, com a

supervisão dos conselheiros, porém alguns avanços nos trabalhos e, em

especial quanto a implementação, foram paralisados devido ao

endurecimento da relação por parte de alguns guias autônomos em relação

a normativa elaborada conjuntamente.

É importante destacar que nem todos os guias discordaram das

contrapartidas do regulamento específico, contudo, devido a movimentação

de parte deles ser de natureza jurídica. A resposta ao documento

encaminhado à Fundação Florestal será fornecida pelo jurídico da

instituição, com previsão de resposta para janeiro ou fevereiro – após

assinatura do Convênio entre o Município e a Fundação Florestal.

ANDAMENTO DO CONVÊNIO

Lucas Oliveira informou que a minuta do convênio entre a prefeitura de

São Bento do Sapucaí e a Fundação Florestal foi aprovada pelos setores

jurídicos e está em tramitação para assinatura. Alguns destaques do novo

convênio são:

    Site oficial do MONA (com a possibilidade de vendas de ingressos

online);

    Grupo de acompanhamento do convênio;

    Relatório financeiro mensal detalhado;

    Cronograma de manutenção de trilhas (elaborado pelo grupo de

acompanhamento que será composto por seis integrantes da Fundação

Florestal, do município e do Conselho Consultivo);

    Cronograma de ações no território;

    Plano de trabalho detalhado.

PLANOS E AGENDA DE GESTÃO PARA 2025

Lucas José apresentou os planos de ação e a agenda para a gestão em

2025, com propostas voltadas para o aprimoramento das atividades e

segurança.

Reuniões do Conselho – Bimestrais (sugestão):

    06/02/2025 (quinta-feira)

    10/04/2025 (quinta-feira)

    12/06/2025 (quinta-feira)

    07/08/2025 (quinta-feira)

Oficinas e Capacitações:

    Janeiro: Monitoramento de Fauna;

    Março: Manejo de Trilhas;

    Abril: Formação de Monitores Ambientais;

    Maio: Combate a Incêndios (formação de brigadistas) + SCI;

    Junho: Gestão de Segurança + Primeiros Socorros (para monitores

cadastrados).

Planos de Ação:

    Reabertura da Face Sul (prioridade);

    Ordenamento das atividades de escalada.

Estratégias para a reabertura da Face Sul:

A reabertura da Face Sul será viabilizada por meio da compra do material

necessário, enquanto a doação da mão de obra será fornecida pelos

próprios guias/escaladores. A fundação será responsável pela compra de

materiais como vergalhões e brocas, mas não pela força de trabalho. Os

escaladores realizarão a via conforme suas necessidades.

Embora a compra do material não deva ser um processo complexo, existe a

possibilidade de contratar uma empresa especializada para executar o

serviço. Alternativamente, o trabalho pode ser realizado por meio de

contrapartidas.

Ordenamento das atividades de escalada:

Foi realizado um levantamento das vias de escalada, que incluem 112

rotas em locais como Baú, Bauzinho e Ana Chata, com o objetivo de

reduzir os riscos de acidentes. Para isso, serão promovidos simpósios e

reuniões, mas é essencial estabelecer regras claras para o uso do

território. A Fundação Florestal possui uma portaria normativa que

regula as atividades de escalada. Um exemplo da importância desse

ordenamento foi o acidente com o escalador André Maradei, cuja falta de

informações dificultou o resgate e evidenciou a necessidade urgente de

uma gestão mais organizada e segura das atividades.

ENCERRAMENTO

Não havendo mais assuntos a tratar, o presidente Lucas Oliveira

agradeceu novamente a presença de todos e encerrou a reunião às 12h00.

 

 

São Bento do Sapucaí, 18 de dezembro de 2024