quarta-feira, 16 de setembro de 2026

 

ATA 8ª. 65  DE REUNIÃO  ORDINÁRIA DO CONSELHO CONSULTIVO (MNEPB) 

ATA 5ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO BIÊNIO 2025-2027

Data: 22 de janeiro de 2026
Local:
Auditório do Paço Municipal, São Bento do Sapucaí - SP
Horário: Início às 9h20 e encerramento às 11h30

 

CONSELHEIROS PRESENTES:

PODER PÚBLICO

Setor

Representante

Fundação Florestal

Lucas José de Araújo Oliveira

Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo (PAmb)

 AUSENTE

Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA)

 AUSENTE

Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia

 Vitor Suzuki de Carvalho

Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí

 Ian Guimarães Silva

ICMBio

 Christhophe Saldanha Balmant

 

SOCIEDADE CIVIL

Setor

Representante

ONG Ambientalista

Eduardo Sawaya Botelho Bracher

Setor Privado

Alberto Vazquez Mayoral
Antônio Calvo Neto

Cooperativas, sindicatos, trabalhadores e

entidades de classe

Eliseu Rodrigues Frechou

Cooperativas, associações e profissionais ligados ao Ecoturismo

Juliana de Oliveira Soncini

Ensino e Pesquisa

Murilo Costa Santiago

Proprietários de imóveis

 Alexandre Silva

COLABORADORES PRESENTES: Inná Saldanha, Gabriela Pontes, Silvano Lopez, Marcos Gomes, Diego Lemos, Emily Barbosa, Adriana Nascimento, Andrea Helena Obayashi, Audrei Silva, Clayton Luiz Lima.

ABERTURA
No dia 22 de janeiro de 2026, às 9h20, no Auditório do Paço Municipal, teve início a 5ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, referente ao biênio 2025–2027. A reunião foi iniciada após a verificação do quórum mínimo regimental, com a presença de metade mais uma das entidades com assento no Conselho, conforme estabelecido no regimento interno. Lucas Oliveira (Fundação Florestal), deu as boas-vindas aos presentes, apresentou as pautas do dia e fez as orientações iniciais. Informou que não é permitida a gravação de imagens ou vídeos da reunião sem autorização prévia da gestão, em razão do direito de uso de imagem, sendo autorizada apenas a gravação de áudio para fins de elaboração da ata, sem divulgação pública. O gestor informou ainda que a reunião teria duração estimada de 2h20, em razão da inclusão de uma nova pauta, referente ao balanço financeiro da gestão municipal.


Pautas:
1. Apresentação do novo Diretor do MoNa Baú pelo Município Ian Guimarães Silva;
2. PAUTA EXTRA - Balanço financeiro;
3. Apresentação do Calendário Anual de atividades elaborado no GT Calendário MoNa;
4. Planejamento das Roçadas das Trilhas;
5. Registro de acidentes e incidentes e registro de resgate;
6. Ocorrências Via Ferrata;
7. Monitoramento de Impacto de Trilhas;  
8. Acesso e Uso de Trilhas em Áreas Particulares (consolidadas e não consolidadas): Formação do GT Conjunto para o Diagnóstico da Situação Atual e encaminhamentos;

9. Informes.

 

 

 

1. Apresentação do novo Diretor do MoNa Baú pelo Município Ian Guimarães Silva

Ian Guimarães realizou uma breve apresentação, informando sua formação em Engenharia Civil, sua atuação anterior na Prefeitura de São Bento do Sapucaí nas áreas de fiscalização ambiental, segurança pública e defesa civil, e que atualmente assume a diretoria do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú.
Ressaltou a importância do diálogo e da parceria entre o poder público municipal, estadual, comunidade local, agências, guias e demais atores envolvidos, destacando que todos compartilham o objetivo comum de preservação do território e fortalecimento do MONA.

2. PAUTA EXTRA - Balanço Financeiro

Ian informou que teve acesso recente ao balanço financeiro da Unidade e identificou fragilidades relacionadas à gestão anterior, especialmente no que se refere aos meios de arrecadação. Foi destacado que a cobrança realizada na portaria do Bauzinho, atualmente a única entrada oficial, ainda ocorre de forma manual, sem sistema digital integrado, o que gera falhas operacionais, dificuldades de controle e atrasos nos fechamentos financeiros.

Ressaltou-se que o MONA apresenta atualmente um déficit operacional, uma vez que os custos de manutenção, incluindo equipe, infraestrutura, insumos e serviços, superam a arrecadação obtida. Foi apontada a necessidade de discutir novas estratégias de arrecadação, considerando que existem outras duas entradas amplamente utilizadas e não oficializadas, sendo elas: Restaurante Pedra do Baú e Estacionamento Chico Bento.
Ian destacou a necessidade de avaliar mecanismos que possibilitem arrecadação nessas áreas, sem comprometer o acesso e a experiência dos visitantes.

O conselheiro Eliseu manifestou preocupação quanto à possibilidade de que a oficialização dessas entradas gere novos custos operacionais, questionando se isso, de fato, contribuiria para a redução do déficit ou poderia resultar em aumento das despesas. Também pontuou o risco de que reajustes nos valores de acesso possam afastar visitantes.

Ian ressaltou que o Complexo da Pedra do Baú deve ser acessível à população e aos turistas, por se tratar do principal atrativo turístico do município. Destacou, no entanto, que há necessidade urgente de melhorias estruturais, tanto para o atendimento ao público quanto para as condições de trabalho dos funcionários.

Foram mencionadas como prioridades:

·         Melhoria nos sistemas de controle de acesso e cobrança;

·         Revisão dos critérios de isenção e meia-entrada (estudantes, idosos etc.);

·         Modernização da carteirinha de morador, atualmente em formato físico, sugerindo a adoção de versão digital;

·         Reavaliação da infraestrutura disponível aos visitantes, incluindo a lanchonete atualmente desativada;

·         Estudo de alternativas para transporte interno (transfer até o Bauzinho);

·         Estratégias para fidelização do visitante e estímulo ao retorno.

O conselheiro Christhophe (ICMBio) complementou apontando que existem outras possibilidades de geração de receita além da cobrança de ingresso, tais como:

·         Aluguel de equipamentos;

·         Estacionamento;

·         Serviços de apoio ao visitante (banho, vestiário);

·         Camping;

·         Comercialização de alimentos e outros serviços.

3. Apresentação do Calendário Anual de atividades elaborado no GT Calendário MoNa

Lucas apresentou o calendário de atividades proposto pela equipe da Fundação Florestal, elaborado em parceria com a Reserva Pinho Bravo, ICMBio e ASSEM.
Foi apresentada a programação mês a mês, contemplando cursos, capacitações, workshops, eventos e datas comemorativas previstas para o ano de 2026. O objetivo do calendário é centralizar as informações e possibilitar o alinhamento entre os eventos realizados no município de São Bento do Sapucaí, evitando sobreposição de datas e favorecendo a participação do público interessado. Lucas destacou que a construção do calendário é colaborativa, estando aberta à contribuição de todos os conselheiros e instituições, que poderão sugerir novos cursos, encontros e capacitações ao longo do ano.

4. Planejamento das Roçadas nas Trilhas

Lucas informou que existe planejamento contínuo para a manutenção e manejo das trilhas do MONA, ressaltando que nem todas as ações são de responsabilidade exclusiva da Fundação Florestal, uma vez que o território do MONA é composto também por áreas particulares.
Destacou que algumas empresas que utilizam o espaço para eventos esportivos possuem contrapartidas ambientais previstas, como é o caso da empresa INDOMIT, organizadora de eventos de corrida de montanha, que tem como obrigação a realização de três manutenções anuais nas trilhas. Foi informado que, no período vigente, apenas duas manutenções foram realizadas, o que gerou insatisfação por parte de guias e visitantes em razão do crescimento excessivo da vegetação. A Fundação Florestal já notificou a empresa responsável e ficou acordado que as manutenções pendentes serão regularizadas.

5. Registro de acidentes e incidentes e Registro de Resgates

Lucas abordou de forma resumida o acidente fatal ocorrido em 29 de dezembro de 2025, destacando falhas nos fluxos de comunicação e a demora no acionamento e execução de alguns procedimentos durante a ocorrência. Foi relatado que, no momento do acidente, ainda havia visitantes no interior da unidade, o que resultou em um segundo incidente envolvendo um veículo. Também foi mencionado que alguns guias permaneceram no interior do parque mesmo após orientações para retirada do público, o que agravou a situação. Ian reconheceu as falhas ocorridas, especialmente no que se refere à comunicação e à padronização de procedimentos, e reforçou a necessidade de realização de treinamentos integrados entre a Fundação Florestal e a equipe da Prefeitura, com o objetivo de:

·         padronizar protocolos de atuação durante resgates;

·         tornar os procedimentos mais ágeis e eficazes;

·         melhorar a comunicação entre as equipes em situações de emergência;

·         garantir maior segurança aos visitantes e profissionais envolvidos.

6. Ocorrências na Via Ferrata

Lucas relatou brevemente uma ocorrência recente de desentendimento envolvendo um morador de São Bento do Sapucaí, que não acatou as orientações repassadas pelos funcionários da Prefeitura e pela monitora ambiental da Fundação Florestal. A situação gerou desconforto entre turistas e equipe de trabalho no local. Foi informado que a ocorrência foi registrada internamente e encontra-se em apuração. Lucas ressaltou que atitudes de desacato aos servidores e colaboradores no exercício de suas funções não serão toleradas, reforçando que situações dessa natureza serão tratadas com a devida seriedade.
O gestor destacou ainda a necessidade de aprimoramento do sistema de agendamento, de forma a facilitar a identificação de turistas e moradores, bem como a importância da realização de capacitações específicas para os funcionários que atuam diretamente no atendimento ao público, abordando postura profissional, abordagem adequada e condução de situações de conflito. Nesse sentido, foi mencionada a possibilidade de apoio do Acampamento Paiol Grande para a realização dessa capacitação. Ian reforçou que a Prefeitura se compromete a colaborar com a capacitação dos servidores, destacando a importância do preparo das equipes para o atendimento ao público, especialmente em áreas de grande fluxo turístico.

7. Monitoramento de Impacto de Trilhas

Lucas apresentou, de forma sucinta, o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Fundação Florestal no âmbito do monitoramento de impactos de trilhas.
Informou que estão sendo realizadas marcações em pontos específicos das trilhas do MONA, por meio de pequenas bandeiras verdes, que integram o processo técnico de monitoramento ambiental. Ressaltou que essas marcações não devem ser removidas, pois fazem parte do acompanhamento dos impactos e da avaliação das condições de uso das trilhas.

Por fim, solicitou o apoio dos conselheiros e parceiros na divulgação dessa informação, a fim de evitar a retirada indevida das marcações e garantir a continuidade do trabalho de monitoramento.

 

8. Acesso as trilhas em áreas particulares – trilhas consolidadas e não consolidadas

Lucas trouxe uma situação que ocorreu no final de semana do dia 17 e 18 de janeiro, onde um grupo de corredores solicitou acesos a área do mona para fazer um treino de corrida, lembrando que a área do mona é composta por áreas particulares e há trilhas consolidadas e não consolidadas o que gerou desconfortos de moradores da região pois os corredores acessaram áreas não permitidas.

A colaboradora Emily Barbosa contribuiu sugerindo que a gestão do MONA solicite previamente aos corredores o arquivo GPX dos trajetos, de modo a permitir a identificação dos percursos que serão utilizados. A medida visa possibilitar a análise das trilhas percorridas, distinguindo aquelas já consolidadas das não consolidadas, evitando assim possíveis conflitos e impactos, especialmente em áreas particulares.

Lucas reforçou que todos os guias e condutores que atuam no interior do Monumento Natural Pedra do Baú devem, obrigatoriamente, estar cadastrados junto à Fundação Florestal, conforme as normativas vigentes, como forma de garantir a segurança, o ordenamento da atividade e o adequado controle das ações realizadas na unidade.

9. Informes

DATAS PREVISTAS DAS PRÓXIMAS REUNIÕES

·         12/03/2026

·         21/05/2026

·         30/07/2026

·         10/09/2026

·         27/11/2026

 

 

 

ENCERRAMENTO

Não havendo mais assuntos a tratar, o presidente Lucas agradeceu novamente a presença de todos(as) e encerrou a reunião às onze horas e trinta minutos.

 

São Bento do Sapucaí, 22 de janeiro de 2026.

 

 ATA 7ª. 64  DE REUNIÃO  ORDINÁRIA DO CONSELHO CONSULTIVO (MNEPB)

ATA 4ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO BIÊNIO 2025-2027

 

Data: 16 de outubro de 2025
Local: Auditório do Paço Municipal, São Bento do Sapucaí - SP
Horário: Início às 9h25 e encerramento às 10h55

CONSELHEIROS PRESENTES:

PODER PÚBLICO

Setor

Representante

Fundação Florestal

Lucas José de Araújo Oliveira

Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo (PAmb)

 AUSENTE

Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA)

Silvio Takashi Hiruma

Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia

 Vitor Suzuki de Carvalho

Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí

 Lucas Nilo

ICMBio

 Christhophe Saldanha Balmant

 

SOCIEDADE CIVIL

Setor

Representante

ONG Ambientalista

Helena Obayashi

Setor Privado

Alberto Vazquez Mayoral
Antônio Calvo Neto

Cooperativas, sindicatos, trabalhadores e

entidades de classe

Eliseu Rodrigues Frechou
Sergio Roberto Robles Vertiola

Cooperativas, associações e profissionais ligados ao Ecoturismo

AUSENTE

Ensino e Pesquisa

Murilo Costa Santiago

Proprietários de imóveis

 Ítalo Cesar Puntoni Memolo

COLABORADORES PRESENTES:

Inná Saldanha, Gabriela Pontes, Felipe Pimentel, Lidiane Rosa.

ABERTURA

Na quinta-feira, 16 de agosto de 2025, às 9h25, no auditório do Paço Municipal, teve início a 4ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, referente ao biênio 2025–2027.

O início dos trabalhos foi possível após a verificação do quórum mínimo necessário, com a presença de metade mais uma das entidades com assento no Conselho, conforme estabelecido pelo regime interno.

O presidente, Lucas Oliveira (Fundação Florestal), deu as boas-vindas aos participantes e apresentou as pautas da reunião.  Não havendo mais considerações iniciais, Lucas deu início aos trabalhos.

 

Pautas:

  1. Aprovação da ATA da última reunião
  2. Resultados do Monitorabio 2024 e 2025
  3. Monitoramento de impactos de trilhas
  4. Seminário de escalada
  5. Curso Leave No Trace
  6. Programa SP Sem Fogo
  7. Face Sul
  8. GT Calendário
  9. Informações gerais

 

A reunião teve início às 9h25, conduzida por Lucas (Fundação Florestal), que mencionou a discussão previamente ao início da reunião sobre o esvaziamento do quórum das reuniões ordinárias, reforçando a importância da presença de conselheiros e apontou a importância da contribuição de pautas e sugestões para as próximas reuniões.


Informou que, apesar de não haver de uma sala híbrida, foi possível realizar a participação de forma online.



1. Aprovação da ATA da última reunião:

Christhophe (ICMBio) apontou ajustes referentes ao ordenamento do texto da ata anterior. Após as devidas considerações, a ATA da última reunião foi aprovada sem ressalvas.


2. Resultados MonitoraBio:

Em seguida, Gabriela (Fundação Florestal) apresentou o Programa de Monitoramento de Mamíferos de Médio e Grande Porte, detalhando a metodologia e os protocolos adotados pela Fundação Florestal, bem como os resultados de 2024 e 2025 obtidos por meio das armadilhas fotográficas e do inventário das espécies já registradas no MONA Pedra do Baú.

Destacou o primeiro registro de Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) na Serra da Mantiqueira Paulista, ressaltando o papel do MONA Pedra do Baú como refúgio funcional e seguro para a fauna silvestre.

Lucas (Fundação Florestal) complementou, enfatizando a importância desse registro e apresentando o conceito de “espécie guardiã”, utilizado na biologia da conservação para designar espécies que necessitam de grandes áreas para sobreviver, promovendo assim a proteção indireta de outras espécies que compartilham o mesmo habitat.

Gabriela também abordou as principais ameaças e impactos resultantes da interação humana com a Unidade de Conservação, como incêndios florestais, descarte incorreto de resíduos, presença de animais domésticos em áreas de preservação, perda e fragmentação de habitats, caça e invasão de espécies exóticas. Cristhophe (ICMBio) contribuiu com informações sobre o manejo de javalis realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

3. Monitoramento de Impactos de Trilhas:

Na sequência, Lucas (Fundação Florestal) apresentou informações sobre o projeto de Monitoramento de Impactos de Trilhas, que está sendo ajustado conforme a logística da Unidade de Conservação e atualmente encontra-se em andamento. O monitoramento está sendo realizado nas trilhas do MONA Pedra do Baú, abrangendo as faces Sul e Norte da formação rochosa, com o objetivo de avaliar, mitigar e reduzir os impactos decorrentes do uso público dentro da Unidade de Conservação.


4. Seminário de Escalada:

Quanto ao Seminário de Escalada, Lucas (Fundação Florestal) informou que está em contato com a FEMESP e a ASSEM para a organização do evento, cuja data sugerida é 11 e 12 de abril de 2026.

Solicitou apoio ao Acampamento Paiol Grande para a utilização do auditório e demais espaços de apoio.

Lucas propôs a criação de grupos temáticos a partir de janeiro de 2026, com o objetivo de discutir temas como regrampeamento de vias, abertura de novos acessos e vias de escalada, entre outros considerados sensíveis, visando a elaboração de propostas normativas a serem debatidas durante o seminário.

Como exemplo, citou a análise das portarias normativas da Fundação Florestal relacionadas à prática da escalada, destacando a importância de revisar e adaptar-se aos instrumentos legais vigentes.

Ressaltou ainda que o seminário será exclusivamente voltado à escalada em rocha, e não um seminário de montanhismo, com foco na normatização da atividade vertical dentro da Unidade de Conservação, em parceria com a comunidade da escalada.

Lucas também informou que solicitará inclusão de pauta na reunião do COMTUR para apresentação do seminário e mobilização de apoio institucional e comunitário.

Lidiane (Rotas e Rochas) sugeriu buscar parceria com a Bbloc para apoiar a realização do seminário.

 

5. Curso Leave No Trace:

Felipe (instrutor – Gear Tips) apresentou o histórico do programa “Leave No Trace” (Não Deixe Rastros), criado na década de 1960, nos Estados Unidos, com o intuito de orientar, educar e sensibilizar pessoas que frequentam ou atuam em áreas de preservação ambiental, em resposta ao crescente impacto do turismo em ambientes naturais.

Em seguida, Felipe apresentou o Curso Leave No Trace – Nível 1, que será realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2025, em São Bento do Sapucaí (SP). O curso terá duração de dois dias e uma noite, com possibilidade de acampamento opcional, e contará com atividades teóricas e práticas.

Felipe reforçou que o curso é aberto a todos os públicos, incluindo guias de montanha, monitores autônomos, atletas, gestores de Unidades de Conservação, montanhistas, educadores ambientais e demais interessados no tema.

Durante a apresentação, destacou os sete princípios do Leave No Trace, criados em 1994, que norteiam a prática de mínimo impacto ambiental:

  1. Planeje com antecedência;
  2. Acampe em superfícies duráveis;
  3. Descarte corretamente os resíduos;
  4. Deixe o que encontrar;
  5. Minimize o impacto das fogueiras;
  6. Respeite a vida selvagem;
  7. Tenha consideração pelos outros.

Lucas (Fundação Florestal) complementou com informações sobre as parcerias e acordos firmados entre a Fundação Florestal e a Gear Tips, destacando a condição especial oferecida aos monitores autônomos cadastrados no MONA Pedra do Baú, desde que estejam em dia com as contrapartidas previstas na normativa vigente.

Valores do curso:

  • Público geral: R$ 850,00
  • Gear Tips Club – categoria Basic: R$ 500,00
  • Gear Tips Club – categoria Premium e profissionais do setor: R$ 250,00
  • Fundação Florestal (para guias cadastrados no MONA Pedra do Baú): R$ 150,00

Antônio (Armazém Aventura) manifestou interesse em divulgar o curso e relatou conhecer pessoas com perfil alinhado ao público-alvo.

8. Grupo de Trabalho (GT) - Calendário de Cursos e Capacitações:

Lucas (Fundação Florestal) propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado à elaboração de um calendário exclusivo para cursos e capacitações do MONA Pedra do Baú.

O GT terá vigência entre 16 de outubro e 14 de novembro de 2025, realizando duas reuniões online com o objetivo de definir as datas das oficinas, cursos e capacitações previstas para 2026. A proposta visa garantir a integração e o alinhamento com outros eventos realizados no município, evitando sobreposição de datas e ampliando o alcance do público interessado.
Lidiane (Rotas e Rochas) manifestou interesse em participar e contribuir com a construção do grupo.

6. Programa SP Sem Fogo:

Na pauta referente ao Programa SP Sem Fogo, Lucas (Fundação Florestal) apresentou o Painel do Fogo, com dados oficiais do SIPAM, destacando que as ocorrências de incêndios florestais no estado de São Paulo, apresentaram redução significativa em relação ao ano anterior, passando de 32 mil hectares queimados para aproximadamente 2,6 mil hectares.

Nas Unidades de Conservação, o número de áreas afetadas foi ainda menor, totalizando 0,67 hectare queimado no período avaliado.

Lucas agradeceu especialmente o apoio de Ian (Defesa Civil) nas ações de combate direto aos incêndios ocorridos na região de São Bento do Sapucaí, reconhecendo o trabalho conjunto das equipes locais.

Reforçou também a necessidade de aplicação de multas em casos de queima irregular de resíduos, lembrando que apenas a CETESB possui competência legal para autorizar queimas controladas, quando estritamente necessárias.

Helena (Reserva Pinho Bravo) sugeriu a realização contínua de campanhas de educação ambiental, não restritas ao período de seca, abordando temas como queima de lixo e soltura de balões, de modo a promover a conscientização da comunidade durante todo o ano.


7. Face Sul:

Lucas (Fundação Florestal) reforçou a necessidade de quantificar os equipamentos e material necessário para a continuidade do projeto de reabertura da via ferrata na face sul da Pedra do Baú.

Destacou também a importância da avaliação da capacidade de suporte da via e dos roteiros de acesso, de forma a garantir a segurança dos visitantes e a conservação ambiental da área.

Alberto (Rotas e Rochas) colocou-se à disposição para colaborar com as medições e cálculos referentes ao material e às intervenções planejadas.

8. Informações gerais:

Lucas Oliveira (Fundação Florestal) comunicou os seguintes informes:

• Fiscalização PAMB em andamento;
• Treinamento de Salvamento em Montanha, realizado pelo Exército na Unidade de Conservação entre os dias 19 e 23 de outubro;
• Próximas reuniões do Conselho:
 – 04 de dezembro de 2025
 – 05 de fevereiro de 2026

Lucas reforçou, mais uma vez, a importância da contribuição de pautas e sugestões por parte dos conselheiros para o aprimoramento das próximas reuniões.

Murilo (Paiol Grande) apresentou modelos de placas confeccionadas pelo empreendimento como contrapartida de projeto.

Antônio (Armazém Aventura) sugeriu reparos no abrigo localizado na base da Via Ferrata, visando a melhoria da infraestrutura de apoio ao visitante.

ENCERRAMENTO

Não havendo mais assuntos a tratar, o presidente Lucas agradeceu novamente a presença de todos(as) e encerrou a reunião às dez horas e cinquenta e cinco minutos.

 

São Bento do Sapucaí, 16 de outubro de 2025.